domingo, 8 de setembro de 2013

REFLEXÃO: POR QUE TANTOS DESENTENDIMENTOS; E QUEM VAI PEDIR PERDÃO..?

O pedido de perdão na verdade é um grande problema, muita das vezes insolúvel, e tudo por que, na maioria das vezes fica a duvida quem está certo..? E quem está errado..? Quase sempre um pedido de perdão resolve o dilema, mas não é qualquer pedido de perdão, tem que ser algo sincero que venha realmente de dentro, pois um pedido que não representa a sinceridade quase sempre aumenta a polêmica entre as partes, ai já viu um problema pequeno fica ainda maior, vai aumentando como uma bola que desce de uma montanha de neve, muito sério isso... Como resolver a questão...?
No casamento: deve-se ter convicção que casou por amor; se casou por amor, não vale apena questionar quem está certo ou errado e sim que deve existir a reconciliação, por ambas as partes... Ai é mais fácil reconhecer que ambos erraram de alguma forma e que devem se perdoar mutuamente... Mas quem vai pedir perdão primeiro... Rsrrs rsrs rsrsr... Quem reconhecer que ama primeiro... Quem ama pede perdão...

Nas relações entre familiares: O que deveria ser mais fácil torna-se mais complicado, digo complicado, tendo em vista, que nesse tipo de relação estão incluídos nossos pais, tios, irmãos... Pessoas que na maioria das vezes conhecem a nossa estrutura e nossas limitações, mas quase sempre estão deixando a desejar no que diz respeito ao perdão mutuo...
Concluindo: Pedir desculpa nem sempre significa que você está errado e que a outra pessoa está certa. Às vezes significa apenas que você valoriza a relação com seu conjugue, pais e amigos, muito mais do que o seu próprio EGO... (Dr. Carlos André)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

REFLEXÃO... CIÚME DE HOMEM X CIÚME DE MULHER


 
Na verdade o homem acaba pagando a conta em relação a este sentimento tão comum entre os indivíduos de ambos os sexos...
 
Alguns teóricos consideram o ciúme uma emoção oriunda da insegurança, que tem como base à baixa auto-estima, um sintoma de imaturidade ou defeito de caráter. Assim sendo, de acordo com essa posição, se espera do adulto de auto-estima elevada, de maturidade e solidez psicológica que não apresente esse sentimento. Este suposto indivíduo, com tais características, pode até lidar melhor com o próprio ciúme ou com situações provocativas que o outro procure despertar. No entanto, essa postura consiste num traço, mas não necessariamente em uma pré-condição para uma personalidade madura, integrada. Às vezes, aqueles que se mostram controlados, na realidade são pessoas travadas, isto é, encouraçados, se vestem de uma personalidade blindada, mas são poucos os emocionalmente frios aponto de não sentirem ciúmes.
Em 1922, Sigmund Freud classificou o ciúme em três tipos: (1) Competitivo ou normal: essencialmente um sentimento de pesar, devido ao receio de perder o objeto amado, e da ferida narcísica, como também da inimizade contra um rival bem sucedido; (2) Projetado: deriva de pessoas cuja personalidade é infiel, ou seja, por serem capazes de trair, pensarão estar sendo traídas; (3) Delirante ou Ciúme Patológico: É um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro (a). Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores, as quais podem ocorrer como pensamentos repetitivos, imagens intrusivas e ruminações sem fim sobre fatos passados e seus detalhes.
Como se vê, o próprio Freud reconheceu a vertente normal do ciúme, mostrando ser problema de ambos os sexos, ou seja: É coisa dos seres humanos em geral e se formos mais afundo, até de outras espécies animais.
 A pergunta agora é: Por que os homens estão sempre pagando a conta e saindo de vilão nessa história..?
Quando tomado pelo ciúme, o indivíduo desencadeia um complexo de emoções a exemplo da raiva, fúria, humilhação, medo, ansiedade, tristeza e depressão. É a partir deste ponto que os homens pagam a conta.
Mulher enciumada fala mais alto, o homem grita; mulher desfere alguns empurrões e tapinhas, o homem joga na parede e puxa pelo cabelo e deixa o corpo da mulher cheio de marcas roxas.
A lei Maria da penha cobra a conta dos homens, MAS QUANDO AS MULHERES SE COMPORTAM MAL NÃO TEM LEI JOSÉ DA PENHA... POR ISSO SENHORES HOMENS SE NÃO QUEREM PAGAR A CONTA SE COMPORTEM MELHOR... ABRAÇOS A TODOS
 

sábado, 13 de outubro de 2012

REFLEXÃO SOBRE REAL E IMAGINÁRIO


Refletindo sobre a vida REAL e os SONHOS...

Poderia por ventura existir vida REAL sem SONHOS????

A vida REAL não é um SONHO, mais não pode ser vivida sem SONHOS, visto que, antes de concretizar alguma coisa antes de se tornar REAL é necessário pensar, sem pensamentos, sem projetos, sem SONHOS não existem conquistas nem REALIZAÇÕES... Mas, não esqueça de um detalhe nunca fuja da sua REALIDADE projete os seus SONHOS e pensamentos com base na sua REALIDADE para que seus SONHOS não se transformem em frustrações... 

(DR. Carlos André Psicanalista).

domingo, 24 de julho de 2011

TRANSFERÊNCIA E CONTRA TRANSFERÊNCIA, O QUE É ISSO..?


No dia 23 de julho de 2011, sábado pela manhã, o IMAHP (Instituto Maximo de Humanidades e Psicoterapias) realizou mais um GCD (Grupo Cientifico de Didático) na sua sede situada na Rua Alceu amoroso lima no Ed. Empresarial Niemayer na cidade de salvador.

Dr. Paulo Brasil
Diretor do IMAHP

O tema escolhido para este grupo de estudo foi: Transferência e contra transferência no ambiente terapêutico... Uma manhã muito proveitosa onde os psicanalistas em formação e formados sobe supervisão do Dr. Paulo Brasil puderam discutir e debater sobre este tema tão abrangente e importante para o bem estar do tratamento psicanalítico, sendo vivenciado a cada dia pelos terapeutas... a pergunta a ser respondida é: O QUE É ISSO?
Definindo transferência:    

Artigo em construção... AGUARDEM

sexta-feira, 8 de abril de 2011

TRAGÉDIA EM REALENGO

Como você acha que as autoridades deveriam se portar em crimes deste porte; quando um indivíduo sai de sua residência e projeta uma tragédia desta magnitude..? Sabemos que neste caso especifico o assassino já esta morte, digamos agora que ele estivesse vivo e preso, a disposição da justiça. Em sua opinião, qual pena ele merecia..?
Vote na enquete na barra lateral:
Pena de morte.
Prisão perpetua.
Prisão em Manicômio judiciário
Nenhuma pena por se tratar de um doente

quarta-feira, 16 de março de 2011

SEXO, AMOR OU TRANSAR..! 1ª parte

O QUE FAZER PARA MANTER A ESTABILIDADE DO RELACIONAMENTO.

Em relação à pergunta que gerou o tema do artigo foi desenvolvida uma pesquisa em uma comunidade do sudoeste baiano, e foram coletados os seguintes dados: 79% não souberam ou não quiseram responder, 14% disseram que fazem amor, 7% responderam que transam.
O resultado mostra a realidade do brasileiro que em pleno século XXI ainda se prende a alguns tabus; como o preconceito em falar sobre sexo. Mas, o que me chama atenção nesta questão é o simples fato de uma relação conjugal não sobreviver ou não sobreviver bem, de forma saudável sem um bom relacionamento sexual. Daí, pode se concluir o porquê de tantos casais insatisfeitos com a forma que vive. Se não tem coragem para, de uma forma aberta dialogar sobre o assunto, como poderão resolver as questões apresentadas neste momento tão peculiar..?  

terça-feira, 15 de março de 2011

CASAMENTO PERFEITO

REFLEXÃO...
As pessoas às vezes me perguntam a receita para um relacionamento duradouro, um relacionamento que seja perfeito completo para ambas as partes.   
A resposta mais rápida diz respeito ao amor mútuo entre as partes, mas como terapeuta e orientador sexual, podendo abranger uma esfera maior, dentre este conceito eu prossigo falando o que devesse fazer e não fazer na hora de escolher o par "perfeito".
EVITANDO COMETER ERROS NA ESCOLHA DO PAR
O erro na maioria das vezes esta em o casal amar apenas o corpo; com o passar do tempo duas coisas acontecem: o corpo que já está conhecido não passa mais a ser desejado, o tempo muda a forma do corpo que um dia foi amado e com isso o amor vai-se. Outro erro que a maioria dos casais comete ao escolher o amor de suas vidas diz respeito a “qualidades” os pares são escolhidos pelas qualidades, e ai esquecem que são seres humanos e dotados de defeitos, quando param a observar os defeitos, o amor termina por que não conseguem tolerar os defeitos uns dos outros.
ESCOLHENDO DA FORMA CORRETA
A forma correta de escolher a pessoa amada, com quem se pretende passar a vida: primeiro não se deve escolher pela aparência, mas deve analisar o que é compatível com a sua própria aparência, tendo em vista evitar jugo desigual, segundo ao invés de escolher o corpo que certamente vai mudar, será transformado com o tempo; escolha o conteúdo que na verdade com o passar do tempo vai melhor, é como o vinho quanto mais tempo leva para ser consumido melhor.
O MAIS FUNDAMENTAL
Dentre as situações que já estão aqui descritas a mais importante se reverte em como você deseja esta pessoa aquém pretende começar um relacionamento, observe: se você sente falta dela (e) como de um irmão que você sempre encontra no quarto quando vai dormi; pois é o que vai acontecer com você; se você a deseja como mulher, pois ela certamente vai te desejar como homem, se o desejo não for retribuído não vai durar muito o relacionamento; e se você tem cumplicidade para dividir seus segredos, frustrações e dores como quem esta falando com o grande amigo seu confidente, isso será necessário para tomada de decisões que vocês vão passar no decorrer da vida sem isso, nada feito. Observados todos esses detalhes...
Dr. Carlos André

BOA SORTE A TODOS OS CASAIS...

segunda-feira, 7 de março de 2011

SUPERVISÃO ANALÍTICA E SUA IMPORTÂNCIA

Pai da Psicanálise: Freud
A quem afirme que a supervisão é a mais importante ferramenta de ensino na formação de um psicanalista. É através dela que se dá a integração dos conhecimentos teóricos e técnicos e a introjeção de um modelo de trabalho, formando a identidade profissional. Entretanto, apesar da complexidade do processo de supervisão, esta vem sendo exercida de maneira intuitiva ou como fruto de um aprendizado por identificação; tradicionalmente aprende-se a supervisionar sendo supervisionado e supervisionando. Cabe mencionar que, em que pese à escassez de literatura específica, existem importantes estudos sobre a teoria, a técnica e as vicissitudes da supervisão, de forma que a complexidade do processo vem sendo progressivamente evidenciada. Vários autores já destacaram a importância da supervisão no processo de ensino-aprendizado da técnica psicanalítica: Fleming e Benedeck, Grinberg, Solnit, Gaoni, Neumann, Eizirik, Szecsödy, Mabilde, Soares, Vollmer e Bernardi, Brito, Zaslavsky. Cataldo Neto observou que 88,5% dos psiquiatras formados na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em duas décadas realizam ou realizaram supervisão durante uma média de seis anos, evidenciando a importância dessa atividade no treinamento e no desenvolvimento de habilidades psicoterápicas. Assim, considerando-se a importância da supervisão, a carência de literatura e a inexistência de cursos para a formação de supervisores e, ainda, o conhecimento adquirido sobre supervisão em nosso meio, a idéia é oportunizar o acesso a uma formação estruturada que instrumentalize no manejo dessa fundamental ferramenta na formação do psicanalista. O objetivo é propiciar que a supervisão possa ser realizada de forma teoricamente embasada e tecnicamente consistente.

O MÉTODO

O método da supervisão constitui um dos modelos mais antigos de ensinar e aprender um ofício, uma técnica ou uma profissão e, desde muito cedo, foi incorporado ao ensino da psicanálise, mesmo que de modo informal, sendo, posteriormente, incorporado também ao ensino da psicoterapia psicanalítica (Brito, 1999; Schestatsky, 1991). Ribeiro e Wierman (2004) salientam que, na década de 20, a supervisão foi integrada como um dos componentes da formação analítica no Instituto de Berlim, juntamente com a análise didática e o corpo teórico, constituindo, até hoje, um procedimento reconhecido da educação psicanalítica. Assim, a supervisão é um dos três pilares básicos de toda a formação de um psicanalista clinico ou psicoterapeuta, sendo considerado um dos elementos essenciais na transmissão da psicanálise. As outras etapas são o aprendizado teórico e o processo analítico ou psicoterapêutico Configurando-se em um espaço de ensino-aprendizagem e sendo uma relação bi pessoal, a supervisão acaba despertando sentimentos tanto no supervisor como no supervisionando caracterizando uma relação primordialmente humana, sujeita às comunicações conscientes e inconscientes (Ribeiro & Wierman, 2004). Fuks (2002) salienta a necessidade e pertinência da supervisão, posto que o trabalho analítico se caracterize pela solidão, e a análise pessoal, isoladamente, não conseguiria dar conta desta necessidade de intercâmbio entre o psicoterapeuta iniciante e um colega mais experiente.

FINALIDADE DA SUPERVISÃO

Existem varias finalidades que justificam a necessidade da supervisão, uma delas é fornecer meios para que o analista desenvolva sua habilidade até o ponto em que possa, efetivamente, ajudar os seus pacientes com as mesmas técnicas básicas adquiridas durante a supervisão, variando-as conforme as necessidades de cada um. Um dos principais objetivos da supervisão seria conseguir que o estudante adquirisse os conhecimentos e a destreza necessários para desempenhar o mais adequadamente possível sua função como terapeuta. A supervisão de psicoterapia também provê o aluno de feedback sobre sua performance, oferecendo-lhe possibilidades de rumos a seguir quando se encontra em confusão ou precisando de auxílio, permitindo-lhe a oportunidade de adquirir visões alternativas quanto à perspectiva dinâmica do paciente, intervenções e tratamento, e estimulando a curiosidade. Assim, contribui para o processo de formação da identidade terapêutica e serve de porto seguro para os supervisionados, ao acompanhar sua aprendizagem e desempenho.




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"Parte de uma palestra ministrada em uma escola publica na cidade de Ibipitanga na região oeste da Bahia" (antes de assistir deixar carregar o video completamente)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CONTRIBUIÇÕES DA PSICANALISE PARA A EDUCAÇÃO

A obra de Sigmund Freud, centrada inicialmente na terapia de doenças emocionais, também veio contribuir em muito na área pedagógica, pois o ato de educar está intimamente relacionado com o desenvolvimento humano, especialmente do aparelho psíquico.
Através das reflexões alcançadas pela teoria freudiana, podemos entender melhor o desenvolvimento emocional e mental, pois o ser humano constitui-se como um todo, razão e emoção.
As maiores contribuições da Psicanálise com a educação em geral se dão através do estudo do funcionamento do aparelho psíquico e dos processos mentais, onde ocorre a aprendizagem, do estudo dos vários tipos de pensamento, da aprendizagem através dos processos de identificação e dos processos de transferência que ocorrem na relação professor- aluno. Segundo Freud, os estudos psicanalíticos devem direcionar-se mais a auxiliar o educador na difícil tarefa de educar, missão quase impossível de ser realizada plenamente, pois o ser humano vive numa constante luta entre suas forças internas, regidas pelo princípio do prazer (id) e as forças externas que impõem juízos de valor (superego) sobre esses desejos. O educador precisa ajudar o educando a buscar esse equilíbrio na construção do eu (ego) para que a aprendizagem possa ocorrer de forma eficaz. Revelando com isso possuir no ser humano, vários tipos de pensamento (prático, cogitativo e crítico), a teoria freudiana lembra ainda a importância que tem a escola poder proporcionar o desenvolvimento de todas as suas dimensões, alargando assim a capacidade do sujeito buscar alternativas por si próprias e desenvolva o prazer de aprender. Uma grande contribuição diz respeito à aprendizagem por identificação, pois mostra que através de modelos de pessoas que lhes foram significativas o ser humano motiva-se no sentido de equiparar a elas sua auto-imagem. Destacando também a importância da relação professor-aluno. Tornando necessário ao professor saber sintonizar-se emocionalmente com seus alunos, pois depende muito desse relacionamento, dessa empatia, estabelecer um clima favorável à aprendizagem. Os estudos psicanalíticos revelam que o ser humano transfere situações vivenciadas anteriormente, bem como demonstra resistências a experiências uma vez reprimidas.
As teorias freudianas podem ser aplicadas ainda em nossos dias na educação. Cada vez mais é preciso revê-las para entender como se processa o desenvolvimento do aluno tanto emocional quanto mental. Ainda temos uma educação que infelizmente trata os alunos como iguais, usando metodologias que ignoram as diferenças e o professor muitas vezes não conseguem analisar mais profundamente os porquês de determinados fracassos escolares, que certamente estão ligados a problemas emocionais ou a metodologias equivocadas que não respeitam a forma de construção do pensamento e as etapas evolutivas dos educando.


PSICÓLOGO COMPARADO A MOZART.

AS TEORIAS DE VYGOTSKY.

"Vygotsky foi o principal psicólogo da antiga União Soviética. Sua curta existência e a qualidade de sua obra permitiram que ele fosse comparado ao compositor Mozart."

Apesar da influência marcante de seus ideais pedagógicos, seus textos só foram conhecidos no Ocidente graças ao interesse do psicólogo americano Bruner e pela divulgação de seu discípulo Alexander Luria em congressos internacionais, a partir de 1962.
Os estudos de Lev Semyonovich Vygotsky (1896-1934) postulam uma lógica das interações com o outro e com o meio, como desencadeador do desenvolvimento sócio-cognitivo. Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento é impulsionado pela linguagem. Eles acreditam que a estrutura dos estágios descrita por Piaget seja correta, porém diferem na concepção de sua dinâmica evolutiva. Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo precede o desenvolvimento, para Vygotsky é o próprio processo de aprender que gera e promovem o desenvolvimento das estruturas mentais superiores.
Um ponto central da teoria vygotskyana é o conceito de ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal), que afirma que a aprendizagem acontece no intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento potencial. Em outras palavras, a ZDP é a distância existente entre o que o sujeito já sabe e aquilo que ele tem potencialidade de aprender. Seria neste campo que a educação atuaria, estimulando a aquisição do potencial, partindo do conhecimento da ZDP do aprendiz, para assim intervir. O conhecimento potencial, ao ser alcançado, passa a ser o conhecimento real e a ZDP redefinida a partir do que seria o novo potencial.
Nessa concepção, as interações têm um papel crucial e determinante. Para definir o conhecimento real, Vygotsky sugere que se avalie o que o sujeito é capaz de fazer sozinho, e o potencial aquilo que ele consegue fazer com ajuda de outro sujeito. Assim, determina-se a ZDP e o nível de riqueza e diversidade das interações determinará o potencial atingido. Quanto mais ricas as interações, maior e mais sofisticado será o desenvolvimento. No campo da educação a interação que é um dos conceitos fundamentais da teoria de Vygotsky encaixa-se perfeitamente na concepção de escola que se pretende efetivar no sistema brasileiro de ensino. E neste caso, o professor e o aluno passam a ter um papel essencial no processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma é possível desenvolver tanto os conceitos de ZDP quanto a relação existente entre pensamento, linguagem e intervenção no âmbito da escola, possibilitando assim um maior nível de aprendizagem.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: AS TEORIAS DE JEAN PIAGET.

Jean Piaget foi um psicólogo suíço, considerado o maior expoente do estudo do comportamento infantil.
Estudou inicialmente biologia, na Suíça, e posteriormente se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia e Educação. Foi professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, e ficou conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios.
Jean Piaget revolucionou as concepções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo partindo de pesquisas baseadas na observação e em entrevistas que realizou com crianças. Interessou-se fundamentalmente pelas relações que se estabelecem entre o sujeito que conhece e o mundo que tenta conhecer. Considerou-se um epistemólogo genético porque investigou a natureza e a génese do conhecimento nos seus processos e estágios de desenvolvimento.
Através da minuciosa observação de seus filhos e principalmente em outras crianças, Piaget impulsionou a Teoria Cognitiva, onde propõe a existência de quatro estágios de desenvolvimento cognitivo no ser humano, são eles: sensório-motor, Pré-operacional (Pré-Operatório), Operatório concreto e Operatório formal.
Vejamos agora o conteudo de cada um deles:
* Estágio sensório-motor (do nascimento aos dois anos) - a criança desenvolve um conjunto de "esquemas de ação" sobre o objeto, que lhe permitem construir um conhecimento físico da realidade. Nesta etapa desenvolve o conceito de permanência do objeto, constrói esquema sensório-motores e é capaz de fazer imitações, construindo representações mentais cada vez mais complexas.
* Pré-operatório (dos dois aos seis anos) - a criança inicia a construção da relação causa e efeito, bem como das simbolizações. É a chamada idade dos porquês e do faz-de-conta.
* Operatório-concreto (dos sete aos onze anos) - a criança começa a construir conceitos, através de estruturas lógicas, consolida a conservação de quantidade e constrói o conceito de número. Seu pensamento apesar de lógico, ainda está preso aos conceitos concretos, não fazendo ainda abstrações.
* Operatório-formal (dos onze aos dezesseis anos) - fase em que o adolescente constrói o pensamento abstrato, conceitual, conseguindo ter em conta as hipóteses possíveis, os diferentes pontos de vista e sendo capaz de pensar cientificamente.
Na concepção piagetiana, a aprendizagem só ocorre mediante a consolidação das estruturas de pensamento, portanto a aprendizagem sempre se dá após a consolidação do esquema que a suporta, da mesma forma a passagem de um estádio a outro estaria dependente da consolidação e superação do anterior. Na perspectiva de Piaget, para que ocorra a construção de um novo conhecimento, é preciso que se estabeleça um desequilibrio nas estruturas mentais, isto é, os conceitos já assimilados necessitam passar por um processo de desorganização para que possam novamente, a partir do contato com novos conceitos se reorganizarem estabelecendo um novo conhecimento. Este mecanismo pode ser denominado de equilibração das estruturas mentais, ou seja, a transformação de um conhecimento prévio em um novo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PAIS MAUS, PRODUZEM BONS FILHOS...

A mensagem foi enviada por Hellen, amiga virtual e seguidora do blog, na tarde do dia 04.01.2011 (O BRIGADO HELLEN)
PAIS MAUS (Dr. Carlos Hecktheuer - médico Psiquiatra)
 “Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para ter-lhes perguntado aonde vão, com quem vão, e a que horas regressarão.

- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar os doces que tiraram do supermercado, ou revistas, do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: "Nós tiramos isto ontem, e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpava o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o meu desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para lhes dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até me odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistiam em que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade, e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos até os 16 para chegar um pouco mais tarde; e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos ao voltar). Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubo, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por crime algum.
FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!
“Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos PAIS MAUS, como eles foram”.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ PAIS MAUS O SUFICIENTE!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

AS MUITAS VERDADES SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

      Antigamente, acreditava-se que todo ser humano deveria ser heterossexual e que a homossexualidade, bem como a bissexualidade eram doenças. Isto durou muito tempo. Em 1970, foram realizados inúmeros experimentos científicos para comprovar esta tese, até então, apontadas como doença, o que os cientistas queriam com a pesquisa era descobrir se era ou não uma doença. Através desses experimentos ficou comprovado que a homossexualidade sempre existiu desde o início da humanidade, deixando com isso de ser considerada como uma doença.
      A orientação sexual não-heterossexual foi removida da lista de doenças mentais nos EUA em 1973; e do CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) editado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), só em 1993. Os transtornos de identidade de gênero que englobam Travestis e Transexuais permanecem classificadas na CID-10 considerando que, nesses casos, terapias hormonais e/ou cirurgia de redesignação de sexo são, algumas vezes, indicadas pela medicina.
      Orientação sexual é o nome dado à atração sexual que um indivíduo sente por outro, independente do sexo que esse possui, podendo ser: assexual quando não sente atração sexual por nenhum gênero (sexo feminino ou masculino), bissexual quando sente atração pelos dois gêneros, heterossexual quando sente atração somente pelo gênero oposto, homossexual quando sente atração por indivíduos do mesmo gênero e pansexual quando sente atração por diferentes gêneros. Alguns indivíduos que se dizem pansexuais chegam a afirmar que gênero, sexo e espécie não têm importância para eles. São mais conhecidos como travestis e transsexuais, por não aceitarem o seu gênero biológico. 
      É importante ressaltar que o desígnio desta não é fazer apologia a nenhum tipo de orientação sexual, mas sim à preservação dos direitos humanos, daqueles que já estão com suas identidades construídas, e ao mesmo que trazer para pais e responsáveis as teorias psicanalíticas que apontam as prováveis causas, que levam adolescentes, jovens e adultos a esta orientação sexual, com intuito de reduzir os traumas e transtornos causados aos indivíduos que estão envolvidos direta ou indiretamente neste contexto.
O QUE DIZ AS RELIGIÕES SOBRE ESTE ASSUNTO?
      A complexidade deste assunto aparece também em observação no que diz as religiões, não existe um consenso de opiniões entre elas. Vejamos o que diz algumas das mais atuantes em nosso país.
Espiritismo.
      Não há um consenso entre as lideranças espíritas sobre a origem e como interpretar eticamente a conduta homossexual, oscilando entre a interpretação caridosa do “karma” da homossexualidade e transexualidade, à condenação bíblica.
Candomblé.
      Afirma que são tolerantes em relação ao homossexualismo porque são opções individuais e não compete às religiões condenar ou estigmatizar, mas tão somente orientar os seus fiéis no que diz respeito aos aspectos, religiosos e morais.
Evangélicos / Protestantismo.  
      Nos últimos anos, lideranças de diferentes igrejas evangélicas têm assumido discurso e postura cada vez mais homofóbica, fundando grupos e realizando congressos destinados à “cura” de homossexuais, inclusive contando com o apoio de psicanalistas, psicólogos e até parlamentares. Pouquíssimos ainda são no Brasil os ministros reformados que ousam defender a dignidade do amor entre iguais.
Há um pequeno grupo de protestantes no Brasil que toleram e aceitam a união homossexual.
Católica apostólica romana.
      A Igreja Católica capitaneou a perseguição aos “sodomitas” através do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição (1536-1821), prendendo, seqüestrando os bens, açoitando, degredando e queimando na fogueira os mais escandalosos e “incorrigíveis”.   
   O QUE DIZ A CIÊNCIA SOBRE ESTE ASSUNTO?
      Alguns pesquisadores tentam explicar a questão da homossexualidade através da genética, mas sem muito sucesso até aqui. É como se existisse uma disputa na área cientifica sobre este assunto, pois quando um cientista tenta provar outro trata de contradizer.
      A pesquisa genética propriamente dita ganhou as páginas de todo o mundo em 1993. Naquele ano um artigo na prestigiada revista "Science" trazia os resultados do estudo feito pelo americano Dean Hammer com 114 famílias de homossexuais. Hammer afirmava com "99,5% de certeza" haver encontrado indícios da existência de um ou mais genes ligados à orientação sexual na região q28 do cromossomo X (ou Xq28). Um segundo estudo, realizado pelo mesmo grupo dois anos depois, chegou a resultados semelhantes, fortalecendo com isso a probabilidade de ter chagado a uma grande descoberta na área.
      Não durou muito e a controvérsia científica logo emergiu. Em 1999 o canadense George Rice examinou amostras genéticas de 52 duplas de irmãos gays e disse não ter encontrado sinais de que algum gene do Xq28 pudesse desempenhar qualquer papel relevante na orientação sexual. Essa guinada forneceu munição pesada para os céticos, que procuraram desmoralizar totalmente o trabalho de Hammer. O americano tentou argumentar que havia diferenças metodológicas importantes entre os dois estudos (como a forma pouco criteriosa pela qual o grupo canadense decidia quem era homossexual ou não), mas o estrago junto à opinião pública já estava feito. Hammer mudou de área e foi estudar a genética da religião.
      Podemos concluir com essas afirmações que existem dois grupos científicos distintos, o grupo que acredita na possibilidade de ser de ordem genética e o que não acredita. Trazendo com isso discórdia e incerteza mostrando que este tema ainda vai ser discutido por muitos anos antes de adquirir afirmações que tenham apoio da maioria.
     O QUE DIZ: PSICANÁLISE E A PSICOLOGIA SOBRE...
      Contrários às argumentações apenas biogenéticas sobre as causas da homossexualidade, estão psicanalistas e psicólogos. Sem negar que incontáveis características humanas (tendências de desenvolver algumas doenças, por exemplo) têm base genética, consideram, todavia, a percepção da homossexualidade como um traço apenas geneticamente determinado incorreta, buscando antes explicações associadas ao meio e à educação dos indivíduos.
      Dr. Daryl Bem, psicólogo da Universidade de Cornell, nos EUA, desenvolve pesquisas sobre a importância da formação intra-familiar na pessoa homossexual. Uma nova geração de psicólogos americanos, tais como Judith Harris, tende a valorizar as relações interpessoais (com vizinhos, colegas da escola, colegas da rua...) como os fatores mais fortes no desenvolvimento e estruturação da personalidade, e dentro desta, na definição da orientação sexual de cada um.
      Há quatro teorias inspiradas em Sigmund Freud (pai da psicanálise) que podem explicar a homossexualidade: a primeira seria resultado de um complexo de Édipo resultante da percepção pela criança de que sua mãe é "castrada" sexualmente. Essa percepção induziria a criança a uma grande tensão, fazendo-o a ver sua mãe como uma mulher com pênis; a segunda teoria seria explicada através de uma grande identidade do filho com sua mãe. Nessa teoria, segundo instintos narcisistas, o menino tentaria se espelhar no modelo da sua mãe, assumindo os mesmos gostos, levando-o amar outros homens como sua mãe o ama; a terceira teoria seria explicada por uma inversão do complexo de Édipo, onde o menino busca o amor de seu pai, representado pela sua identidade masculina, buscando e assumindo uma identidade feminina; a quarta teoria seria explicada por uma reação de formação: ciúmes e inveja sádicos em relação ao pai e irmãos poderiam levar a um comportamento contrario ao natural.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
      A conclusão deste assunto esta longe de ser alcançada, pois a igreja e a ciência, que são instituições constituídas pela própria sociedade, ainda que de uma forma inconsciente, serve como base para dirimir e estabelecer padrões em relação ao que é certo ou errado no seio da comunidade, ainda não chegou a um denominador.  Apartir daí surgem às dissensões até mesmo dentro de uma mesma denominação religiosa, existem cisões, quando não é na teoria é verdadeiramente na pratica, exemplo: A teoria diz que é condenável tal ato, mas na pratica não funciona desta forma, pois os mesmos que dizem ser digno de condenação os que tais coisas praticam acabam por se envolver em escândalos desta natureza. Partindo para o lado da ciência encontramos muito desacordo, pois existem cientistas que acreditam ser um problema de ordem genética, e luta por provar esta tese, outra gama discorda acreditando apenas em uma teoria que afirma ser de ordem comportamental, influenciado pelo meio e as circunstâncias que o indivíduo é submetido e enfrenta no decorrer dos primeiros anos de vida.
      O que fazer quando os maiores formadores de opiniões não se entendem? Certamente vai ficar a critério de cada comunidade, família e pessoa. Uma coisa é correta ser afirmada, como diz um famoso axioma popular: “Muita água ainda vai rolar em baixo desta ponte”. Resta a cada indivíduo interessado neste assunto se aprofundar, mantendo-se sempre bem informado, pois o “problema” pode surgir dentro de sua casa. 
VOTE NA ENQUETE NA BARRA LATERAL: VOCÊ É A FAVOR DO CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO?

PSICANÁLISE A CIÊNCIA QUE CUIDA DA ALMA

O QUE É PSICANÁLISE?
Psicanálise é a ciência do inconsciente que foi fundada por Sigmund Freud (1856-1939). Um método de investigação, que consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito.

FREUD (1920)


São sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de investigação e de tratamento. A aceitação de processos psíquicos inconscientes, este método baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, que são a garantia da validade da interpretação. A interpretação psicanalítica pode estender-se a produções humanas para as quais não se dispõe de associações livres. A psicanálise é um método psicoterápico baseado nesta investigação e especificado pela interpretação controlada da resistência, da transferência e do desejo. O emprego da psicanálise como sinônimo de tratamento psicanalítico está ligado a este sentido; exemplo: começar uma análise.

A psicanálise é um conjunto de teorias psicológicas e psicopatológicas em que; reconhecimento da doutrina da resistência e do recalcamento e a consideração da sexualidade e do complexo de Édipo são os conteúdos principais da psicanálise e os fundamentos de sua teoria, e quem não estiver em condições de subscrever todos não deve figurar entre os psicanalistas.

A PSICANÁLISE E O DIVÂ.


Divã utilizado por Freud

A  Psicanálise, como toda ciência que se preza, tem suas peculiaridades e diferenças. Uma das grandes diferenças entre a psicanálise e demais psicoterapias é o uso do divã.
Freud instituiu o uso do divã nesta terapia com o intuito de levar os  seus pacientes a um relaxamento total das faculdades do corpo físico. 

Divâ utilizado em nosso consultório




Nos dias de hoje não tem sido diferente. o divã continua sendo utilizado para produzir em todos os pacientes um relaxamento maior. atravez do divã o psicanalista coleta material para interpretações futuras.
Quando eu conheci o divã, fui logo em direção a ele com o intuito de me sentar, pois ele parece um sofá convencional, ou até mesmo deitar. Quem não gosta de dar uma deitadinha em um belo sofá. A partir dai descobri que o divã é coisa muito séria, que a psicanálise começa verdadeiramente quando estamos deitado nele.



 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

MITOS E VERDADES SOBRE HOMOSSEXUALIDADE




A homossexualidade é uma escolha. “MITO”
      Ninguém escolhe ter homossexualidade. O desejo emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo ou do oposto surge de uma gama de fatores no decorrer da infância de cada indivíduo. Vários fatores levam os indivíduos ao heterossexualismo ou ao homossexualismo. O que as pessoas podem escolher é se irão ou não ter comportamentos homossexuais.

Homossexuais são pessoas que gostariam de trocar de sexo. “MITO”
      Só os pansexuais, também conhecido como travestis e transexuais, têm desejo de trocar de sexo, geralmente os homossexuais não têm este tipo de problemas com o seu próprio corpo.
Homossexuais são pessoas angustiadas e infelizes. “VERDADE”
      Pois a maior dificuldade que o homossexual enfrenta é a auto-aceitação da sua orientação sexual. Normalmente ele cresce com muito medo de que seu "segredo" seja descoberto, fica angustiado por não saber exatamente o motivo da sua "diferença" e culpado por sentir desejos considerados "não naturais". Após aceitação desta “diferença”, angustia e infelicidade passa dando lugar a vidas normais.

Todos os homossexuais masculinos têm trejeitos femininos e vice-versa. “MITO”
      De forma alguma. O que caracteriza a orientação sexual é a presença da atração por pessoas do mesmo sexo, e só isso. No mais, homossexuais, masculinos e femininos, variam tanto quanto os heterossexuais. Podendo ou não ter trejeitos do sexo oposto.

Homossexualidade não é o mesmo que homossexualismo. “VERDADE”
      Homossexualidade é uma variação da sexualidade humana e homossexualismo é um comportamento definido por relacionamento sexual entre indivíduos do mesmo sexo.

Homossexualismo é contagioso. “MITO”
      Não, pois se é definido como um comportamento de um indivíduo, não tem como ser transmissível.

Dr. Carlos André
PSICANALISTA

domingo, 5 de dezembro de 2010

REGRESSÃO: O MISTÉRIO DE OUTRAS VIDAS, VOCÊ ACREDITA?

O assunto é um tanto polêmico tendo em vista, a diversidade de opiniões, tanto dentro das variadas denominações religiões bem como, por parte das correntes científicas... Um colega psicanalista me questionou: por que você vai escrever sobre este assunto tão polemico? E eu prontamente respondi: por que não pretendo formalizar opinião, trazendo mais contradições; pretendo apenas expor o que já está escrito e opinado sobre o assunto, para que cada leitor possa tomar sua direção livremente sem preconceito religioso ou ateísmo cientifico.

A posição religiosa é muito divergente, tendo muitas denominações que rejeitam e outras que aceitam. A posição cientifica, deixa a duvidar em alguns quesitos devido às muitas correntes de opiniões.
Nos primórdios do cristianismo a idéia das existências sucessivas ou reencarnação, talvez de forma não muito clara, era aceita, e chegou a ser ensinada por alguns “pais da Igreja” como Orígenes, Plotino e Clemente de Alexandria. Até mesmo Santo Agostinho, em (Confissões, I, cap. VI), escreveu: “Não teria eu vivido em outro corpo, ou em outra parte qualquer, antes de entrar para o ventre de minha mãe?”
Já a ciência entra em certas contradições por se apegar naquilo que é palpável, ao mesmo tempo em que abre campo na área da parapsicologia para estudar alguns fenômenos até então inaceitáveis.
Pessoalmente eu fico com a teoria e a técnica psicanalítica sobre regressão. Em psicanálise quando se utiliza da palavra regressão, segundo Freud tem três tipos: a tópica no sentido de esquema do aparelho psíquico; a temporal, em que são retomadas formações psíquicas mais antigas; a formal, quando os modos de expressão habituais são substituídos por modos primitivos. Por sua vez, alguns adeptos da hipnose como terapia falam de regressão a fases infantis precoces ou até a outras vidas, em transe profundo. O que não se deve esquecer é que a teoria de vidas passadas esta relacionada com crenças religiosas. Segundo algumas religiões, em transe profundo a pessoa libera capacidade de entrar em contato com aquela vida em que acredita ter existido, independentemente do psicanalista ou do hipnotizador.  Este, aliás, nem precisa conhecer das religiões cujos adeptos acreditam na reencarnação, nem ser praticante de nenhuma delas. É bom saber que esta regressão nem sempre acontece.  Para o psicanalista, isto depende do estado do paciente.  Para o paciente, ele deve saber que a teoria religiosa diz que para o individuo que está na primeira encarnação não há vidas passadas.  A teoria diz também que até para aquele que teria vidas passadas a regressão nem sempre acontece qualquer que seja a técnica usada para realizá-la.
Em psicanálise, a regressão a infância precoce, a “regressão a vidas passadas” devem levar o paciente a acessar seu inconsciente e encontrar solução aos problemas de suas neuroses. Os fatos das “vidas passadas” podem ser interpretados com técnicas semelhantes àquelas usadas para a regressão a vida infantil. É posivel afirma em psicanalise que a vida passada é apenas a realidade psíquica do paciente. É possivel que o paciente encontre em suas “vidas passadas” inconscientemente a compensação de suas carencias atuais, no fato de existirem tantos generais e tantas princesas, e tantos homens e mulheres ricos, desta forma  a interpretação psicanalitica dos contatos com outras vidas será produto do inconsciente trazendo para cada individuo a compensação que cada um precisa. Ainda que a crença de alguns seja que exista mesmo varias vidas e a reencarnação  faça com que cada individuo possa reviver em outra vida nesta terra.
É possivel afirmar que em psicanalise a regressão é a rememoração de fatos e conteúdos psíquicos do próprio paciente. Como método terapêutico, a regressão utiliza ferramentas como o relaxamento profundo, a visualização criativa e a hipnose, visando que o paciente se recorde de eventos ocorridos na infância, na vida intra-uterina e antes do nascimento. Quando as causas são buscadas em outras vidas, denomina-se Terapia de Vidas Passadas.

Na T.V.P. o terapeuta atua de forma semelhante à dos primeiros trabalhos de Breuer e Freud, ou seja, com a hipnose induzida e a sugestão para que determinados acontecimentos sejam recordados, levando o paciente a abrir janelas de seu inconsciente e permitindo que cargas emocionais traumáticas esquecidas venham à tona por meio da catarse.
A pergunta aqui agora é para você caro leitor: Você acredita em vidas passadas? Vote na enquete na barra lateral...
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